quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

BARREIRO - Rua Almirante Reis, nº. 155

QUADRO Acrílico sobre tela 40 cm x 30 cm

Foto

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Rua Almirante Reis, nº. 155

Este edifício que foi, entretanto, reabilitado, como se pode ver numa das fotografias (na 2ª.) aqui expostas, era de certo modo bastante “folclórico” nomeadamente pelas plantas e flores que envolviama casa.

Lemos algures, mas sem grande base de sustentação, que Álvaro Velho poderia ter aqui vivido. Se, como dizem nasceu e viveu no Barreiro, nalguma das suas casas deveria ter residido. Há também quem sustente que Álvaro Velho, na verdade, não nasceu nesta cidade. Aqui fica a referência para que alguém com mais conhecimentos do que eu sobre esta questão possa dar o seu contributo.

Verdade, verdade é que nesta casa funcionou, alguns anos atrás, um bar pertencente a Mariete Pessanha e/ ou ao seu marido o Mário (Locas). Só isso justificará a existência dum aparelho de ar condicionado que foi, entretanto retirado mas do qual ainda se vêm os fios e a base que o sustentava.

Pela “beleza” que em tempos esta casa teve, decidimos perpetuá-la, pintando-a.

Aqui fica pois para memória futura.

Seguem-se 3 referências a Álvaro Velho respigadas algures na net:

Álvaro Velho - Pela forma com Álvaro Velho é tratado, de que são exemplo as passagens destas duas cartas, conclui-se que seria personagem da estima do soberano. O ser natural do Barreiro, não podemos neste momento afirmar que o não fosse, mas o facto de ser grande proprietário em Évora, Alentejo, região de onde (provavelmente) era natural Vasco da Gama, e com ele ter embarcado para a Índia, suscita-nos dúvidas quanto ao ter nascido no Barreiro, terra, aliás, onde até hoje não foi encontrada referência à sua passagem e muito menos documentos de propriedades suas. (via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Escrivão de bordo (séculos XV e XVI). Pouco se conhece da sua vida, mas sabe-se que integrou a expedição de Vasco da Gama, que, partindo de Lisboa a 8 de Julho de 1497, abriu o caminho marítimo para a Índia. É-lhe atribuída a autoria do diário de bordo daquela viagem, texto que foi deixado anónimo e incompleto. Existem também referências a um Álvaro Velho, natural do Barreiro, que permaneceu vários anos na Guiné, no início do século XVI, o que leva a supor que o escrivão tenha iniciado a célebre viagem, desembarcando depois na costa de África. Existe na Biblioteca Municipal do Porto uma cópia manuscrita do diário, oriunda do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

GRAMÁTICA POÉTICA - Álvaro Velho (século XV-XVI) terá nascido no Barreiro em data incerta e participou como marinheiro ou soldado na expedição de Vasco da Gama à Índia. Segundo Valentim Fernandes, terá passado oito anos na Guiné (1499-1507). O diário de bordo de Álvaro Velho, Roteiro da Índia, chegou até nós incompleto, desconhecendo-se o manuscrito original. A cópia encontra-se na Biblioteca Pública Municipal do Porto. O Roteiro da Índia, ou Roteiro da Viagem que em Descobrimento da Índia pelo Cabo da Boa Esperança fez D. Vasco da Gama em 1497, foi publicado no Porto em 1838.

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